Actualidade / ArtigoVolver


Vigo, 26 de decembro de 2007

Entrevista com Wagner Gomes, presidente da CTB, nova central sindical de Brasil
 

Redacción-

CTB

  Congreso fundacional da CTB; clic para aumentar
Congreso fundacional da CTB; clic para aumentar
Congreso fundacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). (Fotos: ©CTB).
Congreso fundacional da CTB; clic para aumentar
Cartaz.
 
1. No momento em que está para ser aprovada a lei que reconhece as Centrais Sindicais como parte da estrutura sindical, os sindicalistas do PCdoB, organizados na CSC, decidem sair da CUT e criar sua própria central. O que está acontecendo no sindicalismo brasileiro?

Wagner Gomes: O sindicalismo vive ainda uma crise decorrente da derrota do "socialismo real", a reestruturação produtiva e a ofensiva neoliberal, que influenciou a subjetividade da classe trabalhadora. Com a eleição e reeleição do Lula vivemos um momento de recomposição sindical no Brasil, que também refletem mudanças no cenário político da América Latina. A criação de uma central classista está associada aos desafios deste novo momento.

2. Por que dessa fragmentação em várias centrais? Principalmente entre as de esquerda. No que há divergência?

Wagner Gomes: A fragmentação na cúpula do sindicalismo nacional teve início com o fracasso e a dissolução da Conclat, seguida da criação da CUT, em 1983, da CGT (1986), da Força Sindical (1991), CGTB, CGT, SDS e CAT (fundidas na UGT). Hoje, o pluralismo é um fato, a unicidade ainda prevalece nas bases. A divisão no interior da CUT é o resultado da evolução de divergências de concepções não só ideológicas e políticas (sindicalismo cidadão versus sindicalismo classista, por exemplo), mas sobretudo no tocante à organização (em relação à unicidade) e à democracia sindical. A conduta da força majoritária na CUT é orientada pelo hegemonismo, que se traduz no fechamento de espaços de poder e representação para as outras correntes que atuam na Central. Tudo isto tem a ver com o esvaziamento da CUT, da qual se afastaram os sindicalistas que hoje formam a Conlutas e a Intersindical, a CSC, a SSB (corrente ligada ao PSB) e lideranças independentes, principalmente dirigentes de importantes federações do campo. O universo da CUT acabou restrito às correntes internas do PT, o que deveria motivar uma reflexão mais série e profunda dos cutistas.

3. Em que medida os dilemas de como se relacionar com o governo Lula são responsáveis por essa fragmentação?

Wagner Gomes: Problemas na relação com o governo Lula tiveram seu peso, porém não constituem o principal fator determinante da fragmentação, que já era fato antes de 2002. Creio que é fundamental manter a autonomia e independência do movimento sindical em relação ao governo, aos partidos, aos credos religiosos e aos patrões. Na reforma da Previdência, promovida no primeiro governo Lula, a autonomia da CUT ficou comprometida e isto prejudicou seriamente a imagem da central.

4. Com o ingresso dos sindicalistas ligados ao PCdoB e do PCB e com a filiação da Contag à CUT, no período mais difícil de resistência ao neoliberalismo, vigorou uma unidade das esquerdas sindicais. É possível recompô-la?

Wagner Gomes: A unidade do conjunto do movimento sindical brasileiro (não apenas da esquerda) é indispensável para derrotar a ofensiva neoliberal, que ainda persiste, e avançar na luta por um novo projeto de desenvolvimento nacional, fundado na soberania e na valorização do trabalho. Por isto, a unidade é um objetivo e um ideal do qual não devemos abrir mão. Pensamos que é possível alcançá-la e defendemos uma proposta concreta neste sentido, que é a realização de uma nova Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) para debater o tema e eleger uma mesa coordenadora para encaminhar lutas unitárias em torno de bandeiras comuns (projeto de desenvolvimento, redução de jornada, salário mínimo, defesa dos direitos, entre outras).

5. Que impacto terá sobre o sindicalismo brasileiro a nova legislação que está para ser aprovado no Congresso: reconhecimento das Centrais Sindicais como representação sindical dos trabalhadores?

Wagner Gomes: A legalização das centrais é um avanço e terá impactos positivos para o sindicalismo brasileiro, embora não seja remédio para todos os nossos males. É necessário promover mudanças, tanto no âmbito da legislação quanto nos métodos e práticas sindicais, visando a democratização das entidades (nos pleitos e gestões) e uma maior participação das bases na vida sindical.



Direção da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
Congresso de Fundação
12, 13 e 14 de dezembro de 2007 - Belo Horizonte/Mg

Cargo Nome Entidade Uf
Presidência Wagner Gomes Sindicato dos Metroviários de SP Sp
Vice-Presidência David Wylkerson de Souza FETAG/BA Ba
Vice-Presidência Nivaldo Santana Federação dos Urbanitários/SP Sp
Vice-Presidência Vicente Selistre Sindicato dos Sapateiros de Campo Bom Rs
Vice-Presidência Maria Andrade Sindicato Assistentes Sociais Ce
Secretaria Geral Pascoal Carneiro Sindicato dos Metalúrgicos/BA Ba
Secretaria Geral Adjunta Salaciel Fabrício Vilela Sindicato dos Metroviários de SP Sp
Secretaria de Finanças Vilson Luiz da Silva Fetaemg Mg
Secretaria de Finanças Adjunta Eduardo Navarro Federação dos Bancários BA/SE Ba/Se
Secretaria de Formação e Cultura Celina Arêas Sinpro/MG Mg
Secretaria de Política Sindical e Relações Institucionais Joílson Cardoso SEPE/RJ Rj
Secretaria de Políticas Publicas, Sociais e Previdência Sonia Latgé Sintergia Rj
Secretaria de Relações Internacionais Severino Almeida Sindmar / Conttmaf Rj
Secretaria de Relações Internacionais Adjunta João Batista Lemos Coordenador Nacional CSC Sp
Secretaria de Imprensa E Comunicação Rogério Nunes Fenas Ce
Secretaria de Mulheres Dilce Abgail Pereira Sintrahtur Rs
Secretaria de Jovens Ana Rita Miranda da Silva FETAG/BA Ba
Secretaria de Combate ao Racismo Dalva Rosa Leite Sindicato dos Comerciários/BA Ba
Secretaria de Defesa de Meio Ambiente Gilda Almeida Fenafar Sp
Secretaria de Saúde e Segurança no Trabalho Elias Bernardino Fenatest Rj
Secretaria de Política Agrícola e Agrária Sérgio Miranda Fetaergs Rs
Direções Executivas
Direção Executiva (Transporte) José Adilson Conttmaf Es
Direção Executiva (Energia) Divanilton Pereira Sindicato dos Petroleiros/RN Rn
Direção Executiva (Comerciário) Guiomar Vidor Fecosul Rs
Direção Executiva (Servidores Públicos) Fátima dos Reis Sintufg Go
Direção Executiva (Construção Civil) Raimundo Brito Fetracom Ba
Direção Executiva (Comunicação e Informação) Ana Zélia Almeida dos Santos Fentect Rj
Direção Executiva (Executiva) Marilene APLB Ba
Direção Executiva (Indústria) Luiz Ari Gim Fetiep Pr
Direção Executiva (Campo) Hilário Gottselig Fetaesc Sc
Direção Executiva (Pesca) Luis Penteado FNTAA Rj
Direção Executiva Mário Teixeira Fencovib Pr
Direção Executiva Marcelino Rocha Sindicato dos Metalúrgicos/Betim Mg
Direção Executiva Vitor Espinoza Sindicato Comerciários Montenegro Rs
Direção Executiva Cláudio Bezerra Sindicato Trab. Universidade Fed./MA Ma
Direção Executiva Ricardo Ponzi FNTAA Rs
Direção Executiva Expedito Bandeira Fenatral Df
Direção Executiva Marcia Almeida Machado Sinpro/ES Es
Direção Plena
Direção Plena  (Coordenador) Adilson Araújo Sindicato dos Bancários da Bahia Ba
Direção Plena  (Coordenador) Marta Brandão da Silva Sindicato da Alimentação Ce
Direção Plena  (Coordenador) Jonas Rodrigus de Paula Sinpro/ES Es
Direção Plena  (Coordenador) Márcia Alencar Sinpro/GO Go
Direção Plena  (Coordenador) Júlio Guterres Sinproesemma Ma
Direção Plena  (Coordenador) Gilson Reis Sinpro/MG Mg
Direção Plena  (Coordenador) Ricardo Ortiz Sindicato dos Radialistas/Ms Ms
Direção Plena  (Coordenador) Nara Teixeira de Souza Sintrae Mt
Direção Plena  (Coordenador) José Marcos de Araújo Sindicato dos Bancários PA/AP Pa
Direção Plena  (Coordenador) José Agnaldo Pereira Sindicato dos Fumageros Pr
Direção Plena  (Coordenador) Maurício Ramos Sindicato dos Metalúrgicos/RJ Rj
Direção Plena  (Coordenador) Francisco Batista da Silva Sintero Ro
Direção Plena  (Coordenador) Edval Góes Sintufs Se
Direção Plena  (Coordenador) Antônio Lopes Sindicato dos Marceneiros de SP Sp
Direção Plena Assis Melo Sindicato dos Metalúrgicos Caxias do Sul Rs
Direção Plena José de Arimatéia Sinteac Ac
Direção Plena Everaldo Augusto Sindicato dos Bancários/BA Ba
Direção Plena Aurino Pedreira FETIM Ba
Direção Plena Moysés Leme Sintect/DF Df
Direção Plena Edson de Paula FITEE Mg
Direção Plena Andréia M Guimarães de Almeida Federação dos Funcionários Inst. Previdência Mg
Direção Plena Marconi Lima Braz Sindprev Pb
Direção Plena José Inocêncio Sindicato dos Metroviários/PE Pe
Direção Plena Raimunda Gomes Sinteam Am
Direção Plena Heitor Schulte Fetargs Rg
Direção Plena Daniel Carmo Neves Fed. Estadual dos Servidores Municipais Rj
Direção Plena Raquel Guisoni   Sc
Conselho Fiscal - Titular
Titular Ademir Miler Fetag Pr
Titular Luiz Batista Bruno Sindicato Dos Gráficos/Rj Rj
Titular Valéria Silva Sintepe Pe
Conselho Fiscal - Suplente
Suplente Osmar da Silva Sindicato dos Fluviários/SP Sp
Suplente Ana Maria Pereira Fetaemg Mg
Suplente Marionaldo Fernandez Maciel Sindicato dos Serv. Municipais Campinas Sp

[Información tirada do web do ‘CTB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil’,
decembro de 2007]

 
 
As opinións vertidas nos artigos de opinión, enviados polos nosos colaboradores ou tiradas doutros meios, non teñen porque ser necesariamente compartidas pola CIG.
 
Volver

Volver ao princípio


Ir á páxina de inicio
Confederación Intersindical Galega
www.galizacig.com

ÚLTIMA REVISIÓN: 26/12/2007
cig.informatica


 

web-espello en www.galizacig.org
e
www.galizacig.net (mirrors)


Para estar ao día da actualidade sindical en Galiza, subscríbete á lista de correo da CIG e recibe puntual notificación das
novas informacións, artigos, documentos, publicacións, convenios colectivos... que ofrece a CIG na sua páxina web galizacig.com.

Apúntate en: http://www.elistas.net/lista/galizacig/alta