|
Actualidade / Artigo Veteranos de guerra denunciam crimes no Iraque Michael
Kramer Veteranos do Iraque Contra a Guerra denunciam em Washington os crimes cometidos contra o povo iraquiano em cinco anos de ocupação norte-americana.
Centenas de veteranos da chamada guerra ao terrorismo promovida pela administração Bush participaram na audição do Winter Soldier 2008 realizada em Washington, D.C., de 13 a 16 de Março, no National Labor College, um associado da AFL-CIO nos arredores de Washington. A maioria dos veteranos participou nas ocupações do Iraque e/ou do Afeganistão – muitos em múltiplas missões de mais de 15 meses cada. Alguns ainda se encontram no activo. Nos seus relatos falam de espancamentos, prisões, torturas, humilhações e morte de civis pelas forças norte-americanas. E explicam que isso não é apenas uma prática de um pequeno grupo de indivíduos perturbados, antes faz parte do padrão de operações militares, em particular contra as pessoas que de forma mais evidente manifestam a sua oposição à ocupação do seu país. Muitos estão afectados com memórias traumáticas e remorsos por terem participado em tais actos. A audição foi conduzida no formato de painéis com testemunhas oculares. Para além dos oradores, mais de 100 outros veteranos prestaram depoimentos detalhados das suas experiências de tratamentos cruéis durante a ocupação do Iraque. Jason Hurd esteve em serviço no centro de Bagdad durante um ano, a partir de Novembro de 2004. Contou como reagiu a sua unidade após se ter extraviado num tiroteio: «Disparámos indiscriminadamente contra um edifício. Coisas como estas acontecem frequentemente no Iraque. Nós reagimos com medo pelas nossas vidas, e reagimos com a destruição total.» Jason Wayne Lemieux, um marine, esteve por três vezes no Iraque. Contou como de cada vez as regras de combate haviam sido mudadas para encorajar a carnificina de civis. Da segunda vez, se uma pessoa «trouxesse uma pá, ou estivesse no telhado a falar ao telemóvel, ou estivesse na rua depois do recolher, devia ser morta... Na terceira vez, disseram-nos apenas que podíamos matar pessoas, e que os oficiais tomariam conta de nós.» Um marine veterano, o artilheiro John Michael Turner, arrancou as suas medalhas da camisa e deitou-as para o chão ao testemunhar sobre o assassinato de pessoas que ele sabia serem inocentes. «Quero dizer que estou arrependido pelo ódio e destruição que eu e outros infligimos a pessoas inocentes.» Num desenvolvimento novo para os Estados Unidos, uma parte do movimento sindical está a planear levar a cabo acções contra a guerra durante os protesto do 1.º de Maio. O International Longshore Workers (ILWU), um dos sindicatos mais activos relativamente às questões políticas, apelou a uma paralisação do trabalho nos portos da Costa Ocidental, a 1 de Maio, em protesto contra a guerra. «A direcção discutiu esta importante iniciativa e eu informei os trabalhadores sobre os nossos planos de fazer paralisações ('stop work') no 1.º de Maio», disse o presidente internacional da ILWU, Bob McEllrath. Na Costa Oriental, o New York Metro Área, secção local do American Postal Workers Union, vai observar «dois minutos de silêncio às 1:00 AM, 9:00 AM e 5:00 PM» durante os três turnos de 1 de Maio para mostrar a sua oposição à guerra e ocupação do Iraque e às ameaças de Bush de atacar o Irão e a Síria.
|
||||||
| As opinións vertidas nos artigos de opinión, enviados polos nosos colaboradores ou tiradas doutros medios, non teñen porque ser necesariamente compartidas pola CIG. | ||||||
|
ÚLTIMA REVISIÓN: 11/03/2008 |
||||||
|