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2/10/2012

Economista.

Chuza Menéame del.icio.us
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: Galiza : : política :
Teoria da Relatividade

Contam que de velho Maurice Chevalier respondia com um "Bem... se temos em conta a alternativa" quando se lhe perguntava pola saúde. Umha forma engenhosa de evitar o confronto entre realidades tangíveis de que bota mao, sorrateiro, o candidato do PP.

 “Se elige entre lo conocido, con todas sus carencias, y la aventura”, assusta Feijóo, sem reparar que no seu caso a alternativa (um governo de coaligaçom) nom é aquele horizonte sombrio que avistava Chevalier desde a decadência física nem um território selvagem e desconhecido em que os agentes predadores se multiplicam em proporçom directa ao número de formaçons políticas coaligadas. É umha fórmula de governo alternativa, que funciona bem noutros países democráticos e que, no sentir de muitos politólogos que valorizam o pluralismo, a diversidade, os movimentos democráticos e inclusivos, resulta preferível à fórmula de partido único.

 De feito, um olhar sereno sobre a trajectória daquele mundo real que foi o governo bipartido revela, junto das conhecidas carências, algumhas cousas interessantes: concurso eólico, banco de terras, rede de serviços sociais, normativa sobre protecçom da Rede Natura e zonas costeiras... e mesmo um aceitável legado orçamentário que permitiu a actual Junta adiar a implementaçom de algumhas medidas impopulares à espera de melhor conjuntura polítíca.

 O candidato do PP, cujo maior logro nestes anos foi demolir cuidadosamente todo o que estava bem construído e apagar qualquer vestígio positivo daquele passado, encontra no nascimento de novas candidaturas na oposiçom a sua mais importante baça de futuro. Transforma alegremente a potência em acto, ignora que também na direita hai Marios Conde e Rosas Díez que albergam as suas próprias esperanças, passa a mao eleitoral polo ombro da oposiçom baltarista e agita o fantasma do caos para sobressaltar o público.

 Actua como aquele juiz de Cherteston que se negava a fechar um pub em que se vendia cerveja envenenada alegando que nom se devia tomar umha medida tam drástica antes de saber a que novo uso seria destinado o local. Antes o conhecido, diria Feijóo, que a aventura.

 Relativo? Depende.

 

 

[Artigo tirado do sitio web ‘Praza pública’, do 19 de setembro de 2012]

cig.prensa@galizacig.com