Portada
Temas
Confederal
Sectores
Entrevistas
Opinion
Multimedia
Contacta
30/4/2012
Secretaría Confederal de Políticas Sociais da CIG.
Chuza Menéame del.icio.us
compartir
Vieram além do mar, Breve apontamento imigrante

Durante décadas vieram além do mar, de outras latitudes com acento diversos, com acostumam de melhora nas suas vidas Companheiras e Companheiros que engrosaron a nossa Classe Trabalhadora Galega. 

Fixéron-no em pe de igualdade, ou talvez não pelo peso exagerado e excessivo de uma normativa legal caduca, xenófoba e afastada da nossa tradição como Povo emigrado e emigrante.

Estavam aqui muitas e muitos mais dos que permanecem.

Sofrem, coma nós, as inxurias de uns Governos vendidos ao Capital. Laiánse de nunca ter votado, por não querer senão por ter pisoteado esse direito de sufraxio, nunca universal na nossa Terra.

Mas aquelas e aqueles que levam três ou mais anos, que anceian ter a sua situação administrativa regular encontram um balado tão alto, tão exageradamente excessivo como ter que arrumar um Contrato de Trabalho com uma duração mínima de um ano. 

Se o Governo do PSOE foi quem promulgou essa "possibilidade" temos antes de continuar este breve apuntamento o seguinte. Que é em realidade a exigência poder atingir a autorização de residência depois de ter estado 3 anos sem autorização? Pois é, clarísimamente e sem demagoxias, um guinho mais do extinto governo de Zapatero à Patronal. É como se lhe dissera: <aqui tendes esta/e trabalhadora/or sem papéis e durante 3 anos podes explorar a/lo ao teu gosto>.

Ainda bem que o Constitucional restituiu -malia o disgusto do PP de Aznar- os quatro direitos fundamentais que se conculcaram. Por mais de dois anos o direito a associação, sindicalização, denúncia e manifestação desapareceram do marco legal da população imigrante irregular.

Ainda asi, não são poucas as vezes que os políticos de turno ensujam e contaminam o nosso imaxinario colectivo com a utilização do termo de pessoa ilegal. Pois é extrano a direito comum, não existem pessoas ilegais, em todo o caso existiram actos delictivos que possam ou não ser penados, e no Código Penal argumentará-se esta afirmação.

A mas do presenteio que PSOE e PP fizeram à Patronal, pensemos que na Galiza aproximadamente nos anos 2008/2009 teríamos aproximadamente entre 25 mil a 30 mil Companheiras e Companheiros imigrantes sem autorização administrativa (incluindo as suas famílias). 

Pois bem, os recortes que nós sofremos, contra os que nos levantamos e mobilizamos são demonstrações evidentes de que é urgente e é preciso por ética, princípios e pelas nossas vidas que nós vamos à Greve Geral. Mas quero salientar que é a Imigração, aquela que aportou mentras -as condições sócio-económicas eram favoráveis- as achegas às arcas públicas que outros, e não elas e eles, derom em esquilmar.

A enfrenta de perder a assistência sanitária é já uma realidade, está no nosso consciente colectivo como uma gota das que debrocam a nossa paciência. As pessoas imigrantes olham como deixam de ter um direito por decreto, como nós, sem direito a súplica ou reposição.

Para mais, as Subdelegações de Governo, que deixam bem às claras que são os Virreinatos da Espanha, exigem para obter a sua autorização de residência ou para renovar a mesma que demonstrem ganhar 400% do IPREM.

Parece uma percentagem alta, e é-o. 

Supõe que mensalmente o salário que deve ganhar uma trabalhadora ou trabalhador é de 2.130,04€. 

E a isto acrescenta-lhe -pôr atenção- que sem o cobro desta quantidade não fica acreditado que diponha de meios económicos suficientes para residir no Estado espanhol.

A esta tremenda afirmação que insulta grossamente as nossas inteligências, contra a que devemos levantar as nossas vozes acrescentam que se "adverte de que está obrigada/o a sair deste país no praço máximo de quinze dias desde o momento no que se lhe notifique a presente resolução denegatôria".

Pois não conclui o nosso enfado e raiva quando olhamos que estão a recusar a residência a menores de idade, com mães e pais titulares de autorização de residência permanente (já que a estas e estes não lhes periga a sua residência) por falta de salário, pois como todas e todos sabemos, em geral e amplamente, não percebem um salário de 400% do IPREM.

Contra a Lei de Estranxeiría, mobilizemos-nos!!

Todas e Todos somos Classe Operária Galega!!

1º de Maio 2012

Laura Bugalho

cig.prensa@galizacig.com