A única
forma de negociar com a troika é dizer claramente: não. Desencadeariam ameaças
e processos de chantagem, mas o euro e a UE tremeriam. Seria apenas o começo da
negociação com a delegação, pois os seus chefes querem resultados. A Argentina,
o Equador, o Paraguai, a Islândia, entre outros, disseram não e obtiveram
vantagens. Claro que é preciso coragem para descobrir novos mundos,...
A
natureza de classe da União Europeia é cada vez mais evidente. Sendo um
processo histórico de resposta do capitalismo europeu às crises cíclicas que
atravessa e um elemento da concertação/rivalidade do capital ao nível europeu,
estamos perante um instrumento de classe efectivo na ofensiva contra o
trabalho, que cria constrangimentos à luta dos trabalhadores e dos povos. Um
instrumento c...
Muito
se falou em Portugal sobre a situação da Grécia, que se confronta hoje com um
desemprego de mais de 27%, com um desemprego jovem de quase 60%, e onde os
hotéis que foram à falência servem hoje de abrigo a cidadãos que antes dos
chamados «ajustamentos» tinham trabalho, casa, dignidade.
Porém,
pouco ou nada se disse sobre a Letónia, uma história que vale a pena conhecer,
por...
Chegamos
a Abril com um imperativo partilhado. A imensa degradação das condições
económicas e sociais dos últimos anos trouxe consigo a consciência de que
estamos a ser governados, em Portugal e na Europa, através de políticas
desastrosas para os povos. O caminho feito na consensualização de análises e de
propostas alternativas é já considerável, mas não está esgotado.
Cheg...
Tribunal
Constitucional, a mais alta corte portuguesa, considerou inconstitucionais as
medidas que previam o fim das férias remuneradas para servidores, o fim de
pagamentos de horas/pesquisa para docentes e aposentados, e cortes nos seguros
de saúde e desemprego. O governo sentiu o golpe.
“Dar
chumbo”, na expressão coloquial portuguesa, significa “derrubar”, “descartar”.
Foi ...
Estamos
a viver uma catástrofe social. A ideologia neoliberal programou-a há mais de
duas décadas, quando começou a impor, a larga escala, a financeirização da
economia, a liberalização das trocas e a centralização das políticas
monetárias.
O
controlo das escolhas orçamentais dos Estados a que se assiste agora, a
pretexto da crise, nos países cujos padrões de especializaçã...
O
estudo do FMI não tem qualquer credibilidade técnica como o governo e
defensores pretendem fazer crer porque utiliza dados que não são verdadeiros;
por outro lado, mostra que o FMI não compreende o papel fundamental do Estado
em Portugal para a coesão social e para o desenvolvimento; e, finalmente, está
condicionado por preconceitos ideológicos sobre o Estado como é claro em todo
ele......