No início
da revolução iraniana em 1979, havia intenso apoio das potências capitalistas
aos movimentos radicais islâmicos em todo o grande Oriente Médio e Ásia Central
com o intuito de provocar aquilo que se convencionou chamar "arco de
crise". O objetivo maior, claro, era atingir as regiões muçulmanas da
União Soviética. De maneira análoga, pode-se dizer que, 32 anos depois, as
revolt...
O cálculo
de Washington sobre cando remodelar o réxime en Exipto baséase nunha estimación
da capacidade do ditador para se enfrontar á rebelión política, da forza e a
lealdade das forzas armadas e da existencia dun substituto maleábel. O risco de
esperar demasiado tempo, de quedar co ditador, é que o levantamento se
radicalice: o cambio subseguinte varre tanto o réxime como ao aparello e...
Os recentes
acontecementos en Tunisia, Exipto e outros países árabes supuxeron unha
enxurrada de noticias e análises sobre o que está ocorrendo e o que pode chegar
ao mundo árabe. Hai quen ousou anunciar a «fin dunha era». Sen caer en lecturas
curtopracistas e sensacionalismos baratos, o certo é que polo que está
sucedendo na rúa árabe, independentemente do final que teña, o futuro xa ...
Que
formidábel lección deron as sociedades árabes sublevadas a aqueles que, en
Europa, non os describían máis que en termos maniqueos: é dicir, como masas
dóciles sometidas a corruptos sátrapas orientais, ou como xentes histéricas
posuídas polo fanatismo relixioso. En cambio, xorden de súpeto, nas pantallas
dos nosos computadores ou dos nosos televisores, preocupados polo progreso
socia...
Hillary
Clinton declarou à imprensa que é preciso evitar a todo custo o vazio de poder
no Egito, que o objetivo da Casa Branca era uma transição ordenada à
democracia, à reforma social, à justiça econômica, e que Hosni Mubarak era o
presidente do Egito e o que importava era o processo, a transição.
Ao
contrário do que ocorreu em outra ocasião, o presidente Obama não exigiria a...
Aqueles que
temem o crescimento do “islamismo radical” como fator de instabilidade nessa
região, deveriam estar mais atentos em relação às “ditaduras amistosas” que, na
verdade, são as principais responsáveis pela insegurança no mundo. Desemprego
em massa, preços dos alimentos e repressão política é uma combinação explosiva
mais perigosa do que os homens bomba. No caso do Egit...
Após quase um mês de protestos
populares violentamente reprimidos pela polícia e o exército, o presidente da
Tunísia, Zine El-Abidine Ben Ali, abandonou o país no dia 14.
O protesto
solitário do jovem comerciante, Mohamed Buazizi, em 17 de Dezembro, foi a
faísca que acendeu o rastilho da revolta popular contra o regime autoritário de
Ben Ali, há 23 anos no poder. Ao ver nega...