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 <title>islamismo</title>
 <link>http://www.galizacig.com/avantar/taxonomy/term/6795</link>
 <description>The taxonomy view with a depth of 0.</description>
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 <title>As revoluções árabes, um ano depois</title>
 <link>http://www.galizacig.com/avantar/opinion/13-3-2012/as-revolucoes-arabes-um-ano-depois</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A
despolitização tem sido fundamental para a ascensão do islamismo político. Esta
despolitização não é, evidentemente, específica do Egito nasserista. Ela tem
sido a prática dominante em todas as experiências nacionais populares do
primeiro despertar do Sul, e até mesmo nos socialismos históricos, uma vez
terminda a a primeira fase de fervor revolucionário. O denominador comum tem
sido a supressão da prática democrática, que não reduzo a eleições multipartidárias.
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As
vitórias eleitorais do Islã político no Egito e na Tunísia&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;A
vitória eleitoral da Irmandade Muçulmana e dos salafistas no Egito (Janeiro de
2012) não é surpreendente. A degradação originada pela globalização capitalista
contemporânea provocou uma inflação prodigiosa de atividades chamadas
&quot;informais&quot; que, no Egito, fornecem os meios de subsistência a mais
de metade da população (60% segundo as estatísticas). A Irmandade Muçulmana
está bem posicionada para tirar proveito desta degradação e perpetuar a sua
reprodução. A sua ideologia simples proporciona legitimidade a esta economia
primitiva de mercado/bazar. Os fabulosos meios financeiros disponibilizados
pelos governos do Golfo permitem traduzi-la em métodos de ação eficazes:
adiantamentos financeiros para a economia informal, ações caritativas de
acompanhamento (centros de saúde e outros).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Com
estes meios, a Irmandade Muçulmana implanta-se na sociedade real e coloca-a sob
dependência. Mas o seu sucesso teria sido difícil, se não tivesse respondido
bem aos objetivos dos governos do Golfo, Washington e Israel. Esses três
aliados íntimos partilham a mesma preocupação: impedir a recuperação do Egito.
Porque um Egito forte, erguido, significa o fim da hegemonia tríplice: do Golfo
(submissão ao discurso de islamização da sociedade), Estados Unidos (um Egito
comprador e miserável permanece sob seu domínio) e Israel (um Egito impotente
deixa fazer na Palestina).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;O
aborto planejado da &quot;revolução egípcia&quot; garantirá então a
continuidade do sistema, estabelecido desde Sadat, fundado na aliança dos
chefes do exército e do islamismo político. Uma revisão da &quot;quota&quot; na
partilha dos benefícios dessa parceria em benefício da Irmandade Muçulmana pode
ser difícil.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;A
Assembleia Constituinte resultante das eleições de outubro de 2011 na Tunísia
será dominada por um bloco de direita, que reunirá os quadros do partido
islâmico Ennahda e muitos quadros reacionários, até recentemente associados ao
regime de Ben Ali, sempre nos seus postos e infiltrados nos &quot;novos partidos&quot;,
com a designação de &quot;bourguibistas&quot;. Ambos partilham a mesma adesão
incondicional à &quot;economia de mercado&quot;, tal como existe, ou seja, um
sistema capitalista dependente e subordinado. A França e os Estados Unidos não
pedem outra coisa: &quot;mudar algo para que nada mude&quot;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;No
entanto, duas mudanças estão na ordem do dia. Positiva: a democracia política,
mas não social (ou seja, uma &quot;democracia de baixa intensidade&quot;), que
tolerará a diversidade de opinião, respeitará mais os &quot;direitos
humanos&quot; e porá fim aos horrores policiais do regime anterior. Negativa: a
provável regressão dos direitos das mulheres. Por outras palavras, um retorno a
um &quot;bourguibismo&quot; multipartidário salpicado de islamismo. O plano das
potências ocidentais, com base no poder comprador do bloco reacionário, porá
fim a essa transição que se queria &quot;curta&quot; (o que o movimento aceitou
sem medir as consequências) não deixando tempo para organizar as lutas sociais,
e permitirá a instalação da &quot;legitimidade&quot; exclusiva do bloco reacionário
comprador através de eleições &quot;justas&quot;. O movimento tunisiano quase
perdeu o interesse na política econômica do regime deposto, concentrando as
suas críticas na &quot;corrupção&quot; do presidente e sua família. Muitos
manifestantes, incluindo &quot;de esquerda&quot;, não questionaram as
orientações fundamentais do modelo de desenvolvimento implementado por
Bourguiba e Ben Ali. O resultado era então previsível.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Assim,
as mesmas causas produzem, às vezes, os mesmos efeitos. O que pensarão e farão
as classes populares no Egito e na Tunísia, quando virem que continua
inexoravelmente a degradação das suas condições sociais, com o cortejo de
desemprego e precariedade, provavelmente agravadas pelas degradações
suplementares intensificadas pela crise geral da globalização capitalista? É
muito cedo para dizer, mas não há que persistir e ignorar que só a rápida
consolidação de uma esquerda radical que vá muito além da reivindicação de
eleições justas, pode permitir a retomada das lutas por uma mudança digna desse
nome. Cabe a essa esquerda radical saber formular uma estratégia para a
democratização da sociedade que vá muito além da simples realização de eleições
justas, que associe a democratização ao progresso social, o que implica o
abandono do modelo de desenvolvimento existente, e que reforce as iniciativas
por uma posição internacional independente e francamente anti-imperialista. Não
são os monopólios imperialistas e seus servidores internacionais (Banco
Mundial, FMI e Organização Mundial do Comércio) que ajudarão os países do Sul a
sair do atoleiro: a tarefa será menos difícil orientando-se para os novos
interlocutores do Sul.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Nenhuma
dessas questões políticas fundamentais parece preocupar os principais atores
políticos. Tudo se passa como se o objetivo final da &quot;revolução&quot;
fosse conseguir que rapidamente se realizem eleições. Como se a fonte exclusiva
de legitimidade do poder residisse nas urnas. Existe, no entanto, uma
legitimidade superior: a das lutas. Estas duas legitimidades estão destinadas a
enfrentar-se seriamente no futuro.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Serão
possíveis reformas na Argélia dirigidas do interior?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Argélia
e Egito têm sido, no mundo árabe, os dois países líderes no primeiro
&quot;despertar do Sul&quot;, na época de Bandung, do Não-Alinhamento e da
implantação vitoriosa da afirmação nacional pós-colonial, associada a
autênticas realizações econômicas e sociais importantes e progressistas, que
auguravam maravilhosas possibilidades no futuro. Mas depois os dois países
chegaram a um impasse, para, finalmente, aceitarem o &quot;retorno ao
redil&quot; dos estados e das sociedades dominadas pelo imperialismo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;O
modelo da Argélia deu sinais claros de uma consistência mais forte, o que
explica que tenha resistido melhor à sua degradação interna. Por essa razão, a
classe dirigente argelina é heterogênea e está dividida entre os que mantêm
aspirações nacionais e os que se juntaram à &quot;compradorização&quot; (às
vezes, esses dois componentes conflituantes estão combinados nas mesmas
pessoas). No Egito, pelo contrário, a classe dominante converteu-se
integralmente, com Sadat e Mubarak, em burguesia compradora, sem qualquer
aspiração nacional.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Duas
razões principais explicam esta diferença. A guerra de libertação na Argélia
produziu, naturalmente, uma radicalização social e ideológica. Em vez disso no
Egito o nasserismo surge no final do período de expansão do movimento iniciado
pela revolução de 1919, que se radicaliza em 1946. O golpe de estado - ambíguo
- de 1952 é uma resposta para o beco sem saída em que encontrava o movimento.
Além disso, a sociedade argelina sofreu, com a colonização, enormes assaltos
destruidores. A nova sociedade argelina, decorrente da reconquista da
independência, não tinha nada em comum com os tempos pré-coloniais. Tornou-se
uma sociedade plebéia, marcada por uma muito forte aspiração à igualdade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Esta
aspiração não se encontra com a mesma força em qualquer outro lugar no mundo
árabe, nem no Magrebe ou Machereque. Ao invés, o Egito moderno constituiu-se
desde o início (de Mohamed Ali) pela sua aristocracia progressivamente
transformada em &quot;burguesia aristocrata&quot; (ou &quot;aristocracia
capitalista&quot;). Essas diferenças colocam outra, de óbvia importância, sobre
o futuro do Islã político. Como indicou Hocine Bela lloufi (Democracia na
Argélia: reforma ou revolução?, em vias de publicação) o Islã político argelino
(a FIS), que mostrou a sua face horrível, foi derrotado. Isto não significa que
o problema esteja finalmente resolvido. Mas a diferença é grande em relação à
situação no Egito, caracterizada por uma sólida convergência entre o poder da
burguesia compradora e o islamismo político da Irmandade Muçulmana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;De
todas essas diferenças entre os dois países derivam diferentes possibilidades
de resposta aos desafios atuais. A Argélia parece-me em melhor posição (ou
menos má posição) para responder a estes desafios, pelo menos no curto prazo.
Penso que na Argélia ainda existe a possibilidade de reformas econômicas,
políticas e sociais controladas a partir do interior. Em contraste, no Egito, o
confronto entre o &quot;movimento&quot; e o bloco reacionário
&quot;contra-revolucionário&quot; parece tender inexoravelmente a agravar-se.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Argélia
e Egito são dois exemplos paradigmáticos da impotência, até agora, das
sociedades envolvidas em enfrentar o desafio. Argélia e Egito são dois países
do mundo árabe candidatos possíveis à &quot;emergência&quot;. É evidente a responsabilidade
primária das classes dirigentes e dos sistemas de poder atuais no fracasso de
conseguir a dita &quot;emergência&quot;. Mas a responsabilidade das sociedades,
dos intelectuais, dos militantes dos movimentos em luta também deve ser levada a
sério.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Podemos
esperar um desenvolvimento pacífico e democrático em Marrocos? Duvido, na
medida em que o povo marroquino adere ao dogma arcaico que não dissocia a
monarquia (de direito divino: &quot;o amir-mouminine&quot;) da Nação. Esta é
sem dúvida a razão pela qual os marroquinos não entendem a questão sarauí: os
nômades orgulhosos do Saara têm outra concepção do Islã, que os proíbe de se
ajoelharem ante outro que não seja Alá, mesmo que seja o Rei.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O drama
da Síria&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;O
regime de Bashar al-Assad não é nem mais nem menos do que um estado policial
que acompanha a submissão às exigências do &quot;liberalismo&quot; globalizado.
A legitimidade da revolta do povo sírio é indiscutível. Mas a destruição da
Síria é o objetivo dos três parceiros, que são os Estados Unidos, Israel e Arábia
Saudita, que mobilizam para isso a Irmandade Muçulmana e lhe fornecem armas. A
sua eventual vitória - com ou sem a intervenção externa - resultará no
desmembramento do país, massacre dos alauitas, drusos e cristãos. Mas não
importa. O objetivo de Washington e seus aliados não é libertar a Síria do seu
ditador, mas destruir o país, como não era para libertar o Iraque de Saddam
Hussein, mas para o destruir.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;A única
solução democrática seria realizar reformas substanciais em benefício das
forças populares e democráticas existentes, e que se recusam a se inscrever na
Irmandade Muçulmana. Se o regime é incapaz de o compreender, nada impedirá que
o drama continue até o fim. É irônico ver que agora o sultão do Qatar e o rei
da Arábia Saudita são os campeões da promoção da democracia (noutros países). É
difícil que a farsa vá ainda mais longe!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A
geoestratégia do imperialismo e a questão democrática&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Quis
mostrar neste texto que a despolitização tem sido fundamental para a ascensão
do islamismo político. Esta despolitização não é, evidentemente, específica do
Egito nasserista. Ela tem sido a prática dominante em todas as experiências
nacionais populares do primeiro despertar do Sul, e até mesmo nos socialismos
históricos, uma vez terminda a a primeira fase de fervor revolucionário. O
denominador comum tem sido a supressão da prática democrática (que não reduzo a
eleições multi-partidárias), que é o respeito pela diversidade de opiniões e
propostas políticas, e sua eventual organização.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;A
politização exige democracia. E a democracia só existe quando os
&quot;adversários&quot; são livres. Em todos os casos, a sua supressão, que
resulta na despolitização, é responsável pela posterior desastre. Este assume a
forma de anacronismos (religiosos ou outros), ou a adesão ao consumismo e ao
falso individualismo, promovido pelos meios de comunicação ocidentais, como foi
o caso dos povos da Europa Oriental e da ex-URSS, e como é o caso em outras
partes, não só das classes médias (potenciais beneficiárias do
desenvolvimento), mas também no seio das classes populares, que, na ausência de
qualquer alternativa, também aspiram a beneficiar, mesmo que em escala muito
pequena (o que é perfeitamente compreensível e legítimo) .&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;No caso
das sociedades muçulmanas, esta despolitização é a forma principal de regresso
(aparente) do islamismo. A articulação que associa o poder do Islã político
reacionário, a submissão &quot;compradora&quot; e a pauperização pela
informalização da economia de bazar não é específica do Egito. Ela caracteriza
a maioria das sociedades árabes e muçulmanas até ao Paquistão e mais além. Esta
mesma articulação existe no Irã: o triunfo da economia de bazar tinha sido
assinalada desde o início como o principal resultado da &quot;revolução de
Khomeini&quot;. A mesma articulação poder islâmico / economia de mercado de
bazar devastou a Somália, agora apagada do mapa das nações existentes &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Que se
pode então imaginar se este Islã político assume o poder no Egito ou em outro
lugar?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Invadem-nos os discursos tranquilizantes , de
uma ingenuidade incrível, sincera ou falsa. Alguns dizem: &quot;Era inevitável,
as nossas sociedades estão impregnadas pelo Islã, tentamos ignorá-lo e ele
impôs-se.&quot; Como se o sucesso do Islã político não se devesse à
despolitização e à degradação social que se quer ignorar. &quot;Isto não é tão
perigoso, o sucesso é efêmero e o fracasso do poder exercido pelo Islã político
levará a que a opinião pública se afaste dele.&quot; Como se a Irmandade
Muçulmana aderisse ao princípio do respeito dos princípios democráticos! Como
em Washington parecem acreditar as &quot;opiniões&quot; feitos pelos meios de
comunicação dominantes, e a corte de &quot;intelectuais&quot; árabes, por
oportunismo ou falta de lucidez.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Não. O
exercício do poder pelo Islã político reacionário está destinado a durar... 50
anos? E entretanto contribuirá para afundar na insignificância do cenário
mundial as sociedades que submeterá, enquanto os &quot;outros&quot; continuarão
a avançar. No final desta triste &quot;transição&quot;, os países envolvidos
encontrar-se-ão na parte inferior da escala da classificação mundial.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;A
questão da politização democrática constitui, no mundo árabe e no resto do
mundo, o eixo central do desafio. A nossa época não é de progressos
democráticos, mas de regressão. A extrema centralização do capital monopolista
permite e exige a submissão total e incondicional do poder político às suas
ordens. A ênfase dos poderes presidenciais, aparentemente individualizados ao
extremo, mas de fato inteiramente sujeitos à plutocracia financeira, é a forma
desta deriva que aniquila o alcance da defunta democracia burguesa (ela mesma
reforçada no seu tempo pelas conquistas dos trabalhadores) agora substituída
pela farsa democrática.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Nas
periferias, os embriões de democracia, quando presentes, associados a
regressões sociais ainda mais violentas do que nos centros do sistema, perdem
toda a credibilidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;O
retrocesso da democracia é sinônimo de despolitização. Porque a democracia
implica a afirmação na cena de cidadãos capazes de formular projetos de
sociedade alternativos, não apenas a perspectiva de &quot;alternância&quot;
(sem mudanças) através de eleições.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Desaparecido o cidadão sem imaginação
criativa, sucede-lhe o indivíduo despolitizado, que é um espetador passivo da
cena política, um consumidor modelado pelo sistema, que se julga (erradamente)
um indivíduo livre. São tarefas inseparáveis avançar pelos caminhos da
democratização das sociedades e da re-politização dos povos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Mas,
por onde começar? O movimento pode ter início a partir de qualquer um destes
dois pólos. Nada pode substituir a análise concreta de situações concretas, na
Argélia, no Egito como na Grécia, na China, no Congo, na Bolívia, na França ou
na Alemanha.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;Na
falta de progressos visíveis nesta direção o mundo vai entrar, como de fato já
está, numa tempestade caótica associada à implosão do sistema. Então, é de se
temer o pior.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[Artigo tirado do sitio web ‘&lt;a href=&quot;http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19745&quot;&gt;Agência Carta
Maior&lt;/a&gt;’, do 12 de marzo de 2012]&lt;/p&gt;</description>
 <category domain="http://www.galizacig.com/avantar/taxonomy/term/1461">crise</category>
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 <category domain="http://www.galizacig.com/avantar/taxonomy/term/5556">revoltas árabes</category>
 <pubDate>Tue, 13 Mar 2012 13:48:57 +0100</pubDate>
 <dc:creator>rafa.villar</dc:creator>
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